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31 outubro, 2009

Momento Reflexão - Professor: Uma espécie em extinção

Por verônica Dutenkefer (20/06/2009)

Esse texto que escrevo precisamente agora é mais um desabafo.

Desabafo de uma profissional que está lecionando há mais de 22 anos e que não sabe se sobreviverá por mais dez anos, que é o tempo que ainda precisarei trabalhar (por mais que ame muito o que faz).

Trago comigo muitas perguntas que não querem calar. E talvez a mais inquietante é: O que será necessário acontecer para se fazer uma reforma educacional neste país????

Constantemente ouço ou leio reportagens com as autoridades educacionais proclamarem a má formação de seus professores. Culpando as universidades, a falta de cursos de formação e culpando-nos evidentemente.

Se a educação neste país não vai bem só existe um culpado: o professor.

E aí vem meus questionamentos:

Como um professor de escola pública pode fazer o seu trabalho se ele precisa ficar constantemente parando sua aula para separar a briga entre os alunos, socorrer seu aluno que foi ferido por outro aluno, planejar várias aulas para se trabalhar os bons hábitos na tentativa vã de se formar cidadãos mais conscientes e de melhor caráter?

Nos cursos de formação nos é passado constantemente a recusa de um programa tradicional e conteudista, mas nossas avaliações de desempenho das escolas, nossos vestibulares e concursos públicos ainda são tradicionais e nos cobra o conteúdo de cada disciplina.

Como pode num país..... num estado... num município haver regras tão diferentes entre a rede particular e pública?

Na rede particular as escolas continuam conteudistas, há a seriação com reprovação, a escola pode suspender ou até mesmo expulsar um aluno que não esteja respeitando as regras daquela instituição.

A rede pública vive mudando o enfoque pedagógico (de acordo com o partido que ganhou as eleições), é cobrado cada vez menos do aluno, não se pode fazer absolutamente nada com um aluno indisciplinado que até mesmo coloca em risco a segurança de outros alunos e funcionários daquela instituição.

Dia a dia...minuto a minuto... os professores são alvos de agressões verbais e até mesmo física pelos alunos. A cada dia somos submetidos a níveis de stress insuportáveis para um ser humano.

Temos que dar conta do conteúdo a ser ensinado + sermos responsáveis pela segurança física de nossos alunos + sermos médicos + enfermeiros + psicólogos + assistentes sociais + dentistas + psiquiatras + mãe + pai ......

E quando ameaçados de morte e recorremos a uma delegacia pra fazer um boletim de ocorrência ouvimos: Isto não vai adiantar nada!

Meus bons alunos presenciam o mal aluno fazendo tudo o que não pode ser feito e não acontecendo nada com ele. É o exemplo da impunidade desde a infância.

Meus bons alunos presenciam que o aluno que não fez absolutamente nada durante o ano, passou de ano como ele, que se esforçou e foi responsável.

Houve um ano que eu tinha um aluno que era muito bom. E ele começou a faltar muito e ir mal na escola. Os colegas diziam que ele ficava empinando pipa ao invés de ir pra escola. Um dia, tive uma conversa com ele, e perguntei o que estava acontecendo? E ele me disse: Prá que eu vou vir prá escola se eu vou passar de ano mesmo assim?

Então eu procurei aconselhar (como faço com meus alunos até hoje) que ele devia frequentar a escola, não para tirar notas boas nas provas ou passar de ano. Ele deveria vir a escola para aumentar seu conhecimento que é o único bem que ninguém poderá roubar. Que a escola iria ajudá-lo a aprender e trocar conhecimentos com os outros e ajudá-lo a dar uma melhor formação na vida..

Depois dessa conversa ele não faltou mais tanto...mas nunca mais voltou a ser o excelente aluno que era.

Qual a motivação de ser bom aluno hoje em dia?

Seus ídolos são jogadores de futebol que não falam o português corretamente e que não hesitam em agredir seus colegas jogadores e até mesmo os árbitros. Ensinando que não é necessário haver respeito as autoridades e aos outros. Ou são dançarinas que mostram seu corpo rebolando na televisão e pousando nuas para ganhar dinheiro.

Para quê eu me matar de estudar se há tantas profissões que não são valorizados e nem respeitadas???

Conheci (e ainda conheço e convivo) ao longo de minha carreira na escola pública, inúmeros profissionais maravilhosos. Pessoas que amam a sua profissão, que se preocupam com seus alunos, que fazem trabalhos excepcionais. Que possuem um conhecimento e formação excelentes, mas que estão desgastados e quase arrasados diante da atual situação educacional.

Li a poucos dias num artigo que os cursos de filosofia, matemática, química, biologia e outros todos ligados a área de magistério não estão tendo procura nas universidades.

Lógico!!!!!Quem é que quer ser professor???????

Quem é que quer entrar numa carreira que está sendo extinta, não só pela total desvalorização e respeito, mas também pela falta de segurança que estamos enfrentando nas escolas.

Fiquei indignada com uma reportagem na TV (que aliás adora fazer reportagens sensacionalistas colocando o professor sempre como vilão da história) em que relatava que numa escola um aluno ameaçava os outros com um revólver e num determinado momento o repórter perguntou: Onde estava o professor que não viu isso??!!

E agora eu pergunto: O que se espera de um professor (ou de qualquer ser humano), que se faça com uma arma apontada pra você ou pra outro ser humano??? Ah...já sei... o professor deveria enfrentar as balas do revólver!!!! Claro!!! As universidades e os cursos de aperfeiçoamento de professores não estão nos ensinando isso..

Vocês tem conhecimento de como os professores de nosso país estão adoecendo????

Vocês sabem o que é enfrentar o stress que a violência moral e física tem nos submetido dia a dia?

Você sabe o que é ouvir de um pai frases assim:

Meu filho mentiu, mas ele é apenas uma criança!

Eu não sei mais o que fazer com o meu filho!

Você está passando muita lição para meu filho, e ele é apenas uma criança!

Ele agrediu o coleguinha, mas não foi ele quem começou.

Meu filho destruiu a escola, mas não fez isso sozinho!

Classes super lotadas, falta de material pedagógico, espaço físico destruído, violência, desperdício de merenda, desperdício de material escolar que eles recebem e, muitas vezes, não valorizam (afinal eles não precisam fazer absolutamente nada para merecê-los), brigas por causa do Leve-leite (o aluno não pode faltar muito, não por que isso prejudica sua aprendizagem, mas porque senão ele não leva o leite.)

Regras educacionais dissonantes de acordo com a classe social dos alunos.

Impunidade.

Mas a educação não vai bem, por causa do professor..

Encerro esse desabafo com essa pergunta que li a poucos dias:

Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

23 comentários:

Rute disse...

Olá passando por aqui para conhecer seu cantinho, parabéns pelas postagens
beijinhos a vc
www.rute-rute.blogspot.com

Rita disse...

Oi Celia esta reflexao que vc postou ando vivendo dentro de uma escola particular e ontem na reuniao de pais uma mae me disse que dou liçao pra casa demasiada... no começo do ano quase chutei o pau da barraca a ponto de desistir do magisterio e fazer qualquer outra coisa dai pensei que nao era justo fazer caprichos dos outros e vou tentando superar ....desculpa tbm pelo desabafo e saiba que vc nao é a unica a ter que suportar a indiferença educacional sozinha.

Rita disse...

esqueci o meu blog é fofurasematividades.blogspot.com
bjs

celbarretocosta disse...

Parabéns pela sua reflexão. Foi um desabafo e tanto.Você disse tudo o que a maioria vivencia e pensa. Que Deus nos dê força para continuar na educação, apesar dos pesares.Beijos.
Celeste

sandrylla souza disse...

Olá, querida!Em 1°lugar parabéns pelo seu blog, pois acompanho ele já faz um tem e parabéns pelo desabafo, pois é dificil profissionais comprometidos e com tamanha coragem para abrir o coração e essa é a pura realidade da profissão,fica dificil amar a profissão se não temos com quem compartilha-la professor/aluno.
beijos, Sandrylla
passos_coloridos@hotmail.com

Gislane disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
julia disse...

nossa. trabalho em uma escola de região carente!
e as brigas são constantes! é muito difícil, muito mesmo!
uma amiga de pofissão foi ameaçada ... nossa!
realmente por diversas vezes pensei em desistir!
vou trabalhar sempre com frio na barriga e isso não é justo!

superbeijão! adoro sua página, estou sempre emprestando idéias!

Gislane disse...

Boa noite. Muito interessante o texto postado.E simplesmente o retrato da educação no Brasil. Trabalho em uma cidade do interior e, até aqui, estamos tendo problemas com alunos. Digo até aqui, porque antigamente, alunos da zona rural respeitavam mais os professores. Peço-lhe licença para usar a sua postagem na nossa próxima reunião do Módulo 2. Abraços e que Deus nos abençoe nessa tarefa.

Anônimo disse...

Parabéns colega!! Sua primeira pergunta é a mesma que me assombra: o que mais precisa acontecer para que haja uma reforma educacional em nosso país???
Até quando importaremos métodos e teorias que de nada se aproveitam em nosso dia-a-dia? Pois é... até quando iremos aguentar??!!

Parabéns!!

Sabrina Freitas
biná.f@hotmail.com

patricia disse...

Querida colega,estamos nessa profissão porque realmente gostamos do que fazemos,sofro como você,trabalho em duas realidades diferentes,a escola particular e a publica são absurdos que temos que enfrentar no dia a dia.Sem falar na remuneração que deixa muito a desejar.Mas tenha fé. beijos.

elisangela disse...

Olá querida,

Peço-lhe permissão para ler seu desabafo em minha escola.
Você foi extremamente precisa em detalhar a real situação do profeesor de escola pública, eu também sinto na pele esse drama, que a cada dia parece agravar mais.
Adorei o seu blog!
Grande Abraço!

Anônimo disse...

Um comentário que realmente descreve a realidade da nossa educação. Passamos pelas mesmas situações.

Anônimo disse...

Olá colega
Amei esse post.
Sou professora no estado de SP e acabamos de perder a liberdade de cátedra.Não podemos escolher o livro didático nem o conteúdo.
O governador Serra (PSDB) que se diz um democrata obriga os professores a seguirem o livro imposto pela Secretaria da Educação e os supervisores estão visitando as escolas para verificar quem se atreve a descumprir essa determinação.
Há punições para os rebeldes!!!
É mole?
Um abraço
Liz

Michelle disse...

Parab´´ens pela sua reflexao, hj eu vivenciei por um caso em que um alunomeu esmurrou uma monitora e sabe qual a punição da direção? - ir para aula de educação fisica brincar mais calmo e ficar um dia sem recreio comendo na sala de aula.... imagina eu coloquei o aluno sentado e no fim da aula ele chutou as lixeiras da escola, me chamou de todos os nomes possiveis e ainda debochou dizendo que nao tinha ninguem que pegava a garrafa de agua dele, e ele ia dar na cara de outro aluno, eu o peguei e tomei a garrafa, ele me chingou de todos os nomes que vc imagina e lá vai a diretora dizendo... vc nao pode jamais passar por cima da minha punição ele deve e vai fazer sua aula, que tem autonomia de alguma coisa aki sou eu a diretora e eu argumentei e ela disse queia aki o certo quem diz sou eu...imagina onde irá parar a escola publica, cada dia pior, os cargos administrativos estão brincando de ser diretora, secretaria, orientadoras e etc.... e nós profs? onde vamos parar, estou frustrada, estressada e digo que estou de DP, ( desmotivação profissional) isso é muito triste, não termos mais orgulho nos labios em dizer: EU SOU PROF. uma pena.! bjs

efilipe disse...

oi muito interessante esse post
eu tive um aluno (sou educadora em Portugal) que batia em todos, era mal educado e não fazia nada que lhe pedissemos. Tinha 12 anos. Um dia tentei falar com a mãe e ela ainda bemdisse das atitudes do filho - porque ele tinha de se saber defender! e que me podia chamar nomes porque se eu era nova para saber impor o respeito era um problema só meu!
Isto e muito mais que nem me atrevo a postar. Resultado: vim embora. Não por desistir mas porque me fizeram a vida negra naquele colégio. As crianças também podem ser rudes, mas se os pais não as castigarem ou pelo menos, chamarem a atenção para os seus maus comportamentos, o que será deles no futuro? O que será hoje daquele menino que já deve ter 15 anos??

essenciadapedagogia disse...

Concordo em gênero, número e grau com esta professora! É muito triste ver a proporção, o rumo que as coisas vem tomando em relação à educaçãoprincipalmentea pública emnosso País! Parabéns pela postagem!
OI AMIGA! ESTOU PASSANDO POR AQUI PARA TE FAZER UM CONVITE! O ESSÊNCIA ESTÁ COMEMORANDO A CHEGADA DE 30.OOO ACESSOS E LANÇOU UM SORTEIO! GOSTARIA MUITO QUE VC PARTICIPASSE (PASSA LÁ NO BLOG PARA CONFERIR)E, SE POSSÍVEL, ME DESSE UMA AJUDINHA DIVULGANDO O SORTEIO AKI NO SEU ESPAÇO!
OUTRA COISA, VC TEM COMO ME ARRANJAR MODELOS DE FICHAS AVALIATIVAS PARA SONDAGEM PARA TURMAS DE 1º ANO? DESDE JÁ OBRIGADO!

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Cara amiga.

Os tempos não são fáceis.
Tens razão em tudo o que escrevestes, e acredito que este desabafo é coletivo.
Governos de direita e esquerda se revezam no poder, mas não vemos mudanças que realmente alterem o atual quadro e estimulem alunos e professores.
Porém não podemos perder as esperanças, pois dos nossos sonhos nascerá um novo País que talvez não vejamos, mas virá.

Sou professor em Fortaleza e escrevo para professores.
Esta semana publiquei em meu blog
www.sonhosdeumprofessor.blogspot.com
um texto que fala sobre disciplina.

Se tiver um tempinho passa por lá e deixa tuas impressões.

Semana de sonhos para ti.

SHEILA ROCHA disse...

amiga. adorei tudo por aqui, como sempre nota 10.
Já te linkei em meu novo blog se puder me link também.

S.Marina disse...

Adoro seu blog, aproveito pra deixar o meu abraço carinhoso e um beijo bem saudoso, espero sua visita Shuly Marina
http://deventoempopaflores.blogspot.com/

Anônimo disse...

Querida é notório a crise em que nos profissionais da educação nos encontramos. Leia o que a Nova Escola publicou eu particularmente achei 10:
recentemente a revista Nova Escola ano XXIV nº: 226 out/2009, contou com este artigo do filósofo Fernando José de Almeida sob o título: QUEM ASSUME O FRACASSO ESCOLAR? (CONFIRA NOS SEUS CADERNOS DE OFICINAS ANTERIORES COMO FAZER A REFERÊNCIA AOS AUTORES, OK?)
A rotina de todo diretor é marcada pela variedade de atividades. Ao chegar à escola, o que ele planejou fazer naquele dia geralmente se perde em meio às emergências que surgem de todos os cantos. O telhado mal vedado, a falta de um professor, o acidente de um aluno, o recurso que não chegou. Tudo o obriga a reorganizar o plano de trabalho, sem poder adiar ou cancelar, é claro, as prestações de contas, as reuniões na Secretaria de Educação e a visita dos familiares dos alunos. Assim as funções primordiais do cargo vão se perdendo e correm o risco de cair no esquecimento. Aliás quais são elas mesmo?
Uma pesquisa feita pela fundação Victor Civita (FVC), em parceria como Instituto Brasileiro de opinião Pública e Estatística (Ibope), constatou que o dia a dia do gestor é mais marcado por estas tarefas do que pelo seriam as três principais preocupações inerentes ao cargo: dirigir a relação entre o ensino e aprendizagem, orientar para o saber e gerenciar o conhecimento.
Se a escola é o lugar formal do conhecimento, onde se formam o trabalhador de amanhã, o leitor e o escritor competente e o indivíduo ético, nada mais óbvio que a instituição tenha de ser bem gerida em todos os aspectos para funcionar com êxito. Porém a falta de uma visão integrada entre o administrativo e o pedagógico leva os diretores a outro equívoco, também apontado no estudo: nenhum dos gestores entrevistados atribui a si próprio a responsabilidade pelo baixo desempenho dos alunos. Há outros fatores que também espantam. Eles creditam a culpa pelos resultados ruins das escolas, no que diz respeito à aprendizagem, ao governo (48%), à comunidade (16%), aos professores (13%), aos alunos 9%) e até mesmo à escola (7%) – como se a instituição fosse um elemento independente de suas esferas constituintes.
Com isso, fica evidente que eles ainda desconhecem sua máxima obrigação e resumem sua atuação à burocracia. Mesmo que existam os coordenadores pedagógicos e as universidades e as Secretarias de Educação colaborem com o processo de formação em serviço dos docentes, a responsabilidade pelo desempenho insatisfatório dos alunos é do gestor. Durante as entrevistas da pesquisa, eles só assumem que a aprendizagem também os compete quando questionados diretamente sobre ela. Para que a direção da escola fosse citada (e ainda assim pouco responsabilizada) pelos entrevistados foi preciso que os pesquisadores perguntassem a todos quem era mais responsável pelo aprendizado dos alunos. Assim eles apontaram, em primeiro lugar a comunidade (45%), Depois, os professores (42%), os alunos (29%) e só então a Direção (26%) – esses e outros resultados são o tema da reportagem de capa da revista GESTÃO ESCOLAR de outubro/novembro 2009. Os percentuais indicam com clareza que os diretores acham que os alunos tem mais responsabilidade que eles se não aprendem. Assumem a tarefa, mas não o fracasso dela. É como se o mundo da Educação vivesse o mesmo problema que recai sobre a seleção de futebol em época de Copa do Mundo. Todos se sentem Técnico e julgam ter as melhores estratégias para vencer um jogo. Mas ninguém se sente culpado quando a derrota ocorre e o problema fica no ar, sem autor. Por isso o governo aparece na pesquisa como o primeiro responsável pelo fracasso: é uma estrutura impessoal, etérea, fluída, que funciona como se não tivesse sido eleita por ninguém.
O diretor não está sozinho nesse pensamento equivocado. Todos temos uma porção de responsabilidade. Ainda assim, é urgente o entendimento de que o gestor que não assume a tarefa de garantir a aprendizagem das crianças não compreende seu papel.

Autismo bem vindo ao meu mundo disse...

Espero que quando me formar as coisas possam caminhar para melhor, mas como o mundo anda pode ser difícil, muitos professores meus dizem que a realidade é bem diferente da faculdade, sou realista e tenho filhos que estudam no ensino público, muitos até desanimam, não trabalham como deviam, de quem é a culpa??
Dos estudantes? do sistema? dos professores? da família?
É dificil agora encontrar o culpado, mas sei de uma coisa, que um professor meu disse há poucos dias, ele tem 61 anos de idade e 40 e tantos de profissão, disse que é a sala de aula é sua, ninguém deve saber se seu trabalho é rotineiro ou se você trabalha com mudanças de mentes, cabe somente a você saber fazer seu trabalho.

Abraços e tenho esperança de mudar muitas mentes.
Ah! sou do DF tb rsss

Bjuss

Casa de Patinhos disse...

Os Patinhos e a professora Graça desejam um Santo Natal. Beijinhos aqui de Portugal

Inês disse...

Muito bom o seu texto de desabafo.
Sou professora da rede particular do ensino fundamental até o 5º ano e me senti ao ler o teu texto muito triste, ao saber que a realidade enfrentrada por nós professores é ssa mesma.
Gostaria imensamente de perceber mudanças positivas no sistema de ensino, mas não é o que vemos... cada vez mais as crianças não sabem respeitar o outro, mas elas não passam de vítimas de famílias desestruturadas e governo omisso.
Parabéns! Estou 100% ao seu lado.
bjs
Inês